Porto Seguro

Posted: domingo, 6 de dezembro de 2009
A vida é mesmo implacável. Vivemos em meio às rebordosas que ela nos impõe, mudanças de trajetórias, pedras no caminho, ou icebergs na nossa rota. Desviá-los é característica dos sábios, dos apaixonados pela vida e pelo que ela nos proporciona. Afinal de contas, ela nos proporciona mesmo.

Mas ela oferece tormentas, chuvas incontestes e algumas pessoas a quererem virar nossos barcos. E é preciso ter comando sobre nossa nau, é preciso encontrar aqueles com quem queiramos compartilhar cada momento dessa viagem sem fim, como ele a encontrou. Como ele tem a certeza de que enfrentará todas as tormentas a seu lado. Porque ele acredita que haverá sempre um lugar em que a gente é rei e rainha, existirá sempre uma rede pra dois, haverá sempre uma conversa com olhos sedentos um do outro, sempre um beijo no olho, sempre um beijo na ponta do nariz, sempre a "precisão" do "eu te preciso".

Haverá sempre um porto seguro pra eles dois, haverá sempre a corrente para segurar nossos barcos, a proa e a cachaça pra unir dois "coração". Há sempre a paz de um sorriso, sorriso largo, sincero, e as maçãs que saltam em sua face. Haverá sempre o fruto de um amor verdadeiro, onde a paz reina, mesmo que a paz venha após as tempestades que nos cercam, mesmo que gritemos e questionemos a existênia. Porque, soberetudo, existimos. Eles existem, se completam, se precisam. E vão encontrar sempre sua paz, mesmo que para isso precisem navegar muitos mares e enfrentar todos os icebergs e pedras que virão, a paz e o porto estão ao lado.


É verdade...

Posted: segunda-feira, 21 de setembro de 2009
E a gente vive junto
E a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta
E conhece a dor
Consideramos justa toda forma de amor

Amor de Canção (ou Meninice)

Posted: terça-feira, 15 de setembro de 2009
Nosso amor é amor de canção
É música que não sai da cabeça
é letra que não precisa ser cantada
mas que os olhos dizem como em notas musicais.

Nosso amor é meninice
Menor cuidado ao atravessar
sem medo que o desgovernado
encoste no corpo que vai cair

Nosso amor é caligrafia a duas mãos
modelado desenho do que não fazer
fervendo sentidos àquele que vê
mas confia e sente que é doce viver

Nas Nuvens

Posted: quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Nas nuvens, encontro o que me falta
Na falta do que fazer, procuro o que me mata
Se viver, me pede vendas
Vendo, aos que me querem, idéia que me renda

É por não ter mais resistência
que deixo o corpo ressequir
ressoando o que me grita, o que me faz ser daqui.

Aquém do que é real
Nefelibata, talvez
desfaço-me de ideal
espero a vez

É de Sorrir

Posted: segunda-feira, 3 de agosto de 2009
É de sorrir
É de cantar
Endoidecer meu caminhar

É de sentir
É de mudar
e entorpecer o meu olhar

Me manda e vem
que amando eu vou
voar nos teus céus that i can go

Me diz os segredos
que eu vou lá buscar
uma nuvem embrulhada e venho te dar

Me diz pra eu seguir a tua dança
que feliz eu fico feito criança
que lança no ar a nossa canção
sarando as feridas que nunca virão

É de pedir
pra não largar
nem esquecer n'algum lugar

É pra dormir
e acordar
sentindo a brisa e o olor no ar

Me manda e desmanda em oração
devoto eu sou da nossa paixão
Passam os segundos sem se notar
que a vida já fez de mim o teu lar

Para entrar não precisa pedir
já tens a chave até o porvir
possuis minha vida em tuas mãos
meu mundo a ti nunca diz não

Boteco Socialista

Posted: quinta-feira, 18 de junho de 2009
Agora também escrevo nele:

http://www.boteco-socialista.blogspot.com/

Visitem!

Do Outro Lado de Lá...

Posted: quarta-feira, 10 de junho de 2009
Era mais uma viagem. Daquelas que se fazia com certa frequência, acreditando que tudo pudesse permanecer no seu devido lugar. Tudo acontecia da forma que deveria estar acontecendo, apesar de todas as turbulências e dos imprevistos que ocorreriam. Despediu-se dos que sentiria saudade, abraçou aqueles com quem iria passar o tempo de distância, pois eles seriam, agora, sua família.

Acontece que ele sempre foi muito convicto daquilo que teria de fazer durante a sua viagem, nenhuma mudança nos seus planos, aparentemente. Mas há coisas que não se podem explicar, há situações em que surpresas acontecem no meio do caminho, e em que o que parecia ser uma simples "turbulência" vira realidade, vira caminho. Afinal, já diziam um ao outro: "perder-se também é caminho." O que poderia parecer travessura, virou brincadeira séria e abalou as estruturas do dirigível que era seu cérebro.

Na mente que sempre dizia o mesmo, começou a existir um verdadeiro apelo por mudança de ares, de vontade de estar sempre naquele lugar, de transformar o "outro lado de lá" em um mesmo lado, em uma mesma coisa.

E lá no alto, no meio das nuvens, voltando sem querer voltar...só se pensa e espera, só medita e reza para o céu abrir e deixar que o infinito aconteça, infinitamente...